O Eurogrupo é constituído pelos ministros das Finanças dos 19 Países da União Europeia que adotaram o euro como moeda. Realizam reuniões ordinárias mensalmente e elegem um presidente para coordenar as reuniões e, naturalmente, com a responsabilidade de dinamizar as políticas financeiras destes países.
Num tempo em que as finanças têm uma grande influência nas políticas públicas e na vida das pessoas, e quando o euro é visto com alguma desconfiança por parte da opinião pública, a eleição do ministro português das Finanças, Mário Centeno, para presidente do Eurogrupo deve ser motivo de honra e esperança para Portugal.
Honra porque um país deve sentir-se orgulhoso quando um dos seus é escolhido por outros países para liderar e dinamizar processos de interesse comum. De certa forma, é mais um exemplo de que nós, portugueses, somos bons e estamos muitas vezes entre os melhores do mundo. Esta realidade é visível no desporto, onde além de Cristiano Ronaldo e de Mourinho, muitos outros portugueses são bons entre os melhores. Mas também notável no campo das organizações políticas mundiais, onde António Guterres foi eleito presidente da ONU. É conhecida no campo das ciências, onde vários portugueses são distinguidos no mundo pela sua competência; veja-se, por exemplo, o caso de António Damásio. Além das lideranças mais mediáticas, importa notar que os nossos emigrantes, mesmo aqueles que fazem os trabalhos mais humildes, são considerados os melhores, pela sua capacidade e dedicação ao trabalho.
Por outro lado, a esperança de que Mário Centeno faça um bom trabalho e de que Portugal possa ganhar com o seu desempenho. Por vezes, alguns líderes políticos, quando escolhidos, logo se esquecem dos seus lugares de origem. Com certeza que isto não acontecerá com Mário Centeno.

Eduardo Vítor Rodrigues
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia

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