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O Município de Gaia empenhou-se no processo de vacinação muito para além das suas estritas competências legais. Cedeu espaços próprios, custeou a logística, contratou dezenas de enfermeiros, colocou Polícia Municipal, Bombeiros, assistentes técnicos e assistentes operacionais a apoiar a operação.

Foi uma parceria virtuosa com o trabalho extraordinário dos responsáveis da saúde e com toda a equipa de enfermeiros e auxiliares que esteve a trabalhar incansavelmente para atingir as metas da vacinação.

A task force, liderada pelo Vice-Almirante Gouveia e Melo, foi extinta há várias semanas, o que significa que passamos a um momento diferente, em que os Centros de Saúde voltam a ser chamados à sua missão, agora que são muito menos as pessoas a receber a terceira dose. No entanto, revelou-se uma oportunidade para a tutela da saúde juntar a terceira dose da vacina covid com a vacina anual da gripe, sendo, uma vez mais, o município interpelado a colaborar.

Por isso, mantemos o Centro de Vacinação de Grijó e criamos um novo Centro de Vacinação nas Devesas, na central dos CTT das Devesas, que substituirá, a partir de 30 de outubro, o Pavilhão das Pedras (apenas sujeito a uma validação técnica final). Conseguimos, assim, evitar a concentração em Grijó, encontrando uma solução de maior proximidade e que alivia os centros de saúde.

O Pavilhão das Pedras esteve integralmente disponível durante estes meses, abdicando-se da sua utilização para a formação desportiva e escolar de centenas de jovens, em nome de um objetivo maior e urgente: a vacinação covid. Ocorre que esta indisponibilidade do Pavilhão das Pedras para a sua normal atividade impediu também muitas centenas de crianças e jovens da prática desportiva, que tanta falta faz. Chegou o momento de continuarmos a colaborar, mas já numa fase diferente.

Não podemos continuar indefinidamente com o pavilhão cativo, agora à vacina da gripe. Assumimos esta alternativa ao Pavilhão das Pedras, para um Centro de Vacinação, em articulação com os CTT, e que funcionará até 31 de dezembro, tal como o Centro de Vacinação de Grijó. Até lá, libertamos os centros de saúde desta pressão, mas convém não esquecer que é lá, nos centros de saúde, que se faz a vacinação normal. Uma coisa foi a vacinação covid, outra coisa é tudo o resto.

Continuamos empenhados em colaborar com todas as necessidades, mas não podemos perder o foco das nossas obrigações, nem das nossas competências. Ainda assim, e apesar do esforço de muita gente que não teve férias para assegurar este apoio, muitas foram as críticas: não havia estacionamento suficiente, o autocarro não passava à porta, estava fila, as cadeiras não eram confortáveis, entre outras.

Fizemos o melhor possível, comparando-nos com os melhores municípios. Demos o nosso contributo, a expensas próprias, para que Portugal fosse o primeiro país do mundo a atingir a meta dos 85% de vacinados. E isso é sempre o mais importante.

Eduardo Rodrigues

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