Neste Dia Internacional da Mulher, gostaria de homenagear todas as mulheres que lutaram e lutam pela igualdade. Esta causa é de todas e de todos nós. A igualdade de género e de oportunidades é um direito e uma luta que deverá ser de todos os cidadãos.

Há números sobre os quais importa refletir!

Ainda hoje, dois em cada três portugueses, entre os que têm salários mais baixos, são mulheres.

Os cargos de chefia e de decisão continuam a ser atribuídos maioritariamente a homens.

Segundo dados da ONU Portugal, a presença de mulheres nos conselhos de administração das empresas do PSI 20 é, ainda, de apenas 14%, ao passo que a dos homens é de 86%.

A Comissão Europeia indica que Portugal é o país em que o fosso salarial entre homens e mulheres mais cresceu entre 2011 e 2016, sendo, atualmente, de 278€ por mês. Isto significa que o ano das mulheres portuguesas teria de ter mais 79 dias para que consigam atingir igual remuneração anual.

Acredito que ao darmos poder às mulheres, estamos a fortalecer o mundo, contribuindo para uma sociedade mais justa e coesa.

Contudo, hoje vivemos novas realidades perante as quais devemos estar em alerta. Recuperando uma ideia defendida por Maria Antónia Palla, “após séculos de luta, os direitos das mulheres à liberdade e à igualdade de oportunidades estão em risco”. Com o número crescente de casos de violência no namoro e de assédio sexual (entre outras situações), devemos ter consciência de que ainda vale a pena lutar por esta causa.

Enquanto vivermos numa sociedade em que a igualdade de género não é uma realidade, enquanto o facto de se ser homem ou mulher continuar a ter impacto no acesso às oportunidades e enquanto existirem entraves para que os nossos filhos e filhas não tenham os mesmos direitos, o Dia Internacional da Mulher fará, para mim, todo o sentido.

 

Eduardo Vítor Rodrigues
Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia

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