O debate entre os candidatos à Câmara de Gaia realizado na passada segunda-feira, no Jornal de Notícias, aconteceu num dia de grande tristeza. Um dia marcado pelo desaparecimento de D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto, um homem que tinha como amigo, que aprendi a respeitar e cuja vida será sempre recordada no meu coração. Um exemplo de amor ao próximo e de fé que sempre me marcará.
Findos estes dias de inevitável luto, deve ser feito um balanço do debate do passado dia 11 de Setembro. Antes de mais, congratular o Jornal de Notícias pela iniciativa, dando voz a tantos municípios que, em eleições autárquicas, acabam por ficar fora dos holofotes mediáticos, dada a escolha editorial e a complexidade de abarcar todas as batalhas eleitorais. O JN é uma voz forte do Norte e é fundamental que, nestes momentos, continue a marcar, pela positiva, estes momentos tão importantes para milhares e milhares de cidadãos e para o seu dia-a-dia.
É, também, pela positiva que preparo a minha participação em todos os debates para os quais sou convidado. Os Gaienses merecem saber o que cada um dos candidatos pretende para o seu concelho. Merecem que estes – poucos – espaços de esclarecimento sejam efetivamente clarificadores dos objetivos que regem cada uma das candidaturas.
Não me revejo, por isso, em estratégias de repetido ataque pessoal, de intuito eventualmente provocatório, ao invés de uma sensata e responsável aposta na divulgação dos projetos para Gaia. Da minha parte, continuarei a aproveitar estes momentos para lançar as minhas ideias sobre os caminhos que julgo mais certos para o futuro de Gaia e dos Gaienses. Não posso, porém, deixar de repor a verdade quando ela é levianamente posta em causa.
Restam, ainda, algumas oportunidades de esclarecer os Gaienses. Lá estarei de novo, mantendo a fé de que todos reconhecem o meu trabalho e que serei, no dia 1 de Outubro, merecedor da sua confiança para os próximos quatro anos.

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