Hoje fizemos história para Gaia e para o PS. Esta vitória não é apenas um grande resultado, é a maior vitória autárquica do PS em Gaia.

Mas esta votação histórica é também um tributo e o reconhecimento do nosso trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 4 anos e é sobretudo uma nova e reforçada responsabilidade para todos nós, que nos deve corresponsabilizar num trabalho exemplar e dirigido aos problemas das pessoas.

Se há 4 anos tivemos uma vitória que criou enormes expetativas, agora foi a validação, a legitimação e o reconhecimento do trabalho destes 4 anos dedicados a Gaia e aos Gaienses. As pessoas falaram, disseram o que pensam, fizeram as suas escolhas através do voto; agora compete-nos trabalhar muito, seriamente e com energia para lhes mostrar que valeu a pena.

A vitória expressiva com que os gaienses nos tributaram foi uma demonstração de crença na democracia, na boa política, na gestão rigorosa, no investimento inteligente e num novo ciclo de políticas de desenvolvimento sustentável. Fizemos de Gaia todo o nosso mundo.

Não foi fácil, começamos com poucos meios, com palavras inicialmente estranhas na política, como compromisso, sustentabilidade, rigor e boas contas, e com objetivos nobres que deixam sempre as pessoas desconfiadas. Lutamos contra as nossas fragilidades e os nossos medos, resistimos e mostramos as nossas forças e a massa de que somos feitos.

Mas esta candidatura não é nossa, começou nossa, é verdade, mas foi apropriada pelo povo, pelos mais jovens que voltaram a acreditar na política, pelos mais velhos que saíram de casa com sacrifício, mas lembrando a conquista da democracia, e pelas classes médias que perceberam que é possível construir um melhor nível de vida também a partir do nível local. Esta candidatura é das pessoas, é do povo anónimo que volta a acreditar

E esta vitória merecerá em contrapartida o meu e o nosso tributo aos gaienses, trabalhando cada vez mais, com todo o rigor, responsabilidade, dignificando a política e as pessoas. Daqui resultará mais responsabilidade, mais trabalho, mais dedicação. Amanhã lá estamos a trabalhar; temos muito para fazer e o tempo não para.

Aos que ainda tiveram dúvidas ou não acreditaram, compete-nos continuar a lutar para mostrar o nosso trabalho e melhorá-lo cada vez mais. Para esses, uma mensagem de esperança e de compromisso: serei também o vosso presidente.

Nem sempre as coisas serão fáceis, teremos dificuldades, contrariedades e até incompreensões. Mas seremos sempre claros com o povo. Não podemos resolver todos os problemas do nosso mundo, mas podemos dar tudo para melhorar o nosso mundo, valorizando quem mais precisa, apoiando os mais débeis, mas não esquecendo as classes médias, chateadas com a política, massacradas pelos impostos, a quem temos que dedicar a nossa leal ação política.

Os gaienses deram o seu aval claro a um projeto de desenvolvimento, integrador e agregador de pessoas e de instituições que nos tornam maiores, onde os ódios dão lugar à confiança, onde o insulto dá lugar ao diálogo, onde o desespero dá lugar à esperança, onde a desconfiança dá lugar à participação.

Queríamos muito esta vitória, mas é muito mais aquilo a que aspiramos. Queremos usar a força desta vitória para cumprir os compromissos, mostrando que este pequeno país que é Gaia merece sempre mais e sempre melhor.

Levamos a política aos cidadãos, demonstrando que podem e devem ser parte ativa. Tão ativa quanto o Miguel Pereira, um menino de quem a mãe se queixou hoje porque, em plena sala de voto, não evitou a exigência: ó mãe não te enganes, vota no Presidente.

Muitas mães e muitos pais não se enganaram; nós também não os enganaremos, nem a eles nem ao pequeno Miguel.

Sabemos que trouxemos à política muita gente que não confiava, que estava desiludida e que se congratulava com a abstenção. Esse reforço de participação é também um legado da confiança, mas é sobretudo um dado que não podemos perder. Mais gente com confiança, mais gente a acreditar de novo na política local, mais gente a perceber que os novos desafios têm que ser participados por todas as pessoas. Esta esperança não pode ser desperdiçada, este novo alento tem que dar lugar à participação e ao reforço da cidadania. Gaia quer ser um farol para o país, a partir dos bons exemplos e das boas práticas.

Ganhou em Gaia uma nova forma de fazer política, um novo discurso e um modelo de respeito pelos outros. Ganhamos porque somos diferentes e fizemos diferente. Ganhamos porque trabalhamos muito e lutamos por causas. E não podemos perder essa força de caráter que nos identifica.

Nesta hora feliz e neste momento mágico, não posso deixar de vos agradecer a todos, de agradecer à minha equipa, centrando-me na pessoa do PA, nos candidatos locais e municipais que confiaram em mim. Agradeço o trabalho, a inteligência, a compreensão, o empenho e a amizade de todos, aspetos que nos tornam mais fortes e mais criativos. Agradeço aos candidatos locais, parceiros inestimáveis neste projeto e no trabalho que temos pela frente.

Agradeço também a quem me inspira e a quem nunca quererei desiludir.

Aos meus filhos Mariana e Salvador, espero que se orgulhem do trabalho, e à Elisa, parte ativa desta força e desta motivação em ultrapassar todos os obstáculos e todas as pedras.

Gente inspiradora como o António Rocha, o Patrocínio Azevedo, bem como o nosso SG e PM António Costa, que estava confiante, mas atento e empenhado no nosso trabalho.

Mas também gente que sempre me inspirará mesmo não estando entre nós, como o meu pai, que deve estar orgulhoso, mas atento a que não falhe, a Teresa ou o D. António Francisco dos Santos que eu lembro com tanta saudade.

Aos amigos que me estimam, aqueles que são e serão amigos, durante e depois destas funções, aqueles que sabem compreender, discutir, mas depois unir as mãos num projeto comum, mesmo quando nem tudo é fácil, agradeço e desafio a continuarem.

Nós não somos uma máscara eleitoral, nós somos genuínos, gente que é gente, pessoas que são pessoas, gente igual aos demais. Não somos vedetas nem donos de tronos, não temos a pretensão da verdade absoluta ou da arrogância desmedida. Temos a convicção de sermos empenhados, portadores de um novo projeto e de uma nova forma de fazer política, recusando populismos, radicalismos e ódios.

Amamos a nossa terra, gostamos das pessoas, queremos ver gente feliz, dar um impulso ao nosso território. Queremos sempre mais, mas queremos construir esse mais com todos.

Tenho o orgulho desta vitória, a vontade indómita de mover montanhas para resolver problemas, a força das pessoas que represento e que votaram em nós. Tenho a energia das ondas e das marés que nos banham, mas também a serenidade das águas tranquilas dos nossos rios.

Somos o que dizemos e o que fazemos. Fizemos muitas coisas nestes 4 anos e dissemos muito do que queremos para os próximos. As pessoas expressaram-se, deram-nos a sua confiança.

Agora, é a nossa vez. Ao trabalho, com confiança, força e muita dedicação.

Viva Gaia!

1 de Outubro de 2017

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